Além de reter R$ 31,3 bilhões do Orçamento deste ano, a equipe econômica padronizou as taxas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e acrescentou novos setores no imposto para reforçar o caixa do governo. O decreto com as alterações foi divulgado no final desta tarde em edição especial do Diário Oficial da União.
Conforme o Ministério da Fazenda, as ações fortalecerão o caixa do governo em R$ 20,5 bilhões em 2025 e em R$ 41 bilhões em 2026. Anteriormente, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, esclareceu que as receitas adicionais já estão incluídas no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, documento que guia a execução do Orçamento.
O secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, elucidou que as medidas abrangem principalmente corporações e contribuintes mais abastados, sem penalizar as pessoas físicas nem os investimentos.
“Em relação às pessoas físicas, não há alteração. Limite especial, financiamento, antecipação, nada muda. O que realizamos foi equiparar as empresas à mesma tributação das pessoas físicas. Equipamentos e maquinários, normalmente comprados pelo Finame [linha do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], permanecem isentos. Qualquer financiamento imobiliário, qualquer empréstimo do Fies [Financiamento Estudantil] e outros programas de crescimento pessoal continuam sem impostos”, mencionou Barreirinhas.
No total, as modificações envolvem três segmentos do IOF:
IOF Seguros
IOF Crédito
IOF Câmbio
Em relação ao VGBL, Barreirinhas explicou que a medida busca fazer com que somente os contribuintes que investem mais de R$ 50 mil por mês e tentaram fugir da tributação de fundos exclusivos, que entrou em vigor no final de 2023, paguem impostos.
Quanto ao Simples Nacional, o secretário da Receita esclareceu que o governo está, na prática, isentando os microempreendedores que, frequentemente, pagavam taxa de pessoa física. Para as micro e pequenas empresas, Barreirinhas declarou que o impacto será mínimo para as operações de prazo mais longo. No entanto, uma empresa do Simples pagará R$ 16,25 de IOF por mês no caso de um empréstimo de R$ 10 mil por um ano, em vez dos R$ 7,33 atuais.
No que se refere ao câmbio, Barreirinhas afirmou que o objetivo do governo foi alinhar as taxas entre os distintos tipos de transação, com algumas situações diminuindo e outras aumentando.
*Alterada na primeira linha do parágrafo IOF Câmbio, conforme informação do Ministério da Fazenda.
Fonte: Agência Brasil
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