Foi divulgado pelo governo nesta quinta-feira, 22, uma série de alterações na cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que abarcam tanto aumento quanto unificação e estabelecimento de novas alíquotas.
Aproximadamente seis horas depois de ter publicado o decreto, entretanto, o governo voltou atrás e cancelou parte dos aumentos. As aplicações de fundos nacionais no exterior seguirão isentas, e as transferências de pessoas físicas para o exterior com finalidade de investimentos permanecerão com a alíquota de 1,1% por operação.
Antes do recuo, o governo tinha informado que as mudanças no IOF resultariam em um incremento na arrecadação de R$ 20,5 bilhões em 2025 e de R$ 41 bilhões em 2026. O ministro Fernando Haddad declarou nesta sexta-feira, 23, que com o recuo, o impacto deverá ser R$ 2 bilhões menor em 2025 e R$ 4 bilhões menor em 2026.
As alterações afetam três grandes áreas financeiras: transações de câmbio, crédito para empresas e em planos de previdência privada VGBL. Não há modificações no IOF para indivíduos, Pix e categorias já isentas.
Alterações no IOF sobre operações relacionadas a seguros, especialmente os planos de seguro com cobertura para sobrevivência, conhecidos como previdência complementar VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre).
O limite de IOF para operações de crédito por empresasaumenta de 1,88% ao ano para 3,95% ao ano. No caso de empresas do Simples, a cobrança sobe de 0,88% ao ano para 1,95% ao ano. Confira os detalhes:
Cooperativa que obtém crédito
Crédito para pessoa jurídica
Empresas enquadradas no Simples Nacional
Operações de financiamento e antecipação de pagamentos a fornecedores ('forfait' ou 'risco sacado')
Empresas: R$ 395 de IOF ao ano ou média de R$ 32,91 ao mês
Simples: R$ 195 de IOF ao ano ou média de R$ 16,25 ao mês
As medidas de alteração no IOF foram anunciadas como parte de um pacote que inclui a contenção de R$ 31,3 bilhões em despesas dos ministérios para cumprir exigências fiscais.
A contenção divulgada pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento abrange um contingenciamento de R$ 20,7 bilhões e um bloqueio de R$ 10,6 bilhões.
Em relatório de avaliação fiscal, os ministérios da Fazenda e do Planejamento indicaram que sem a contenção divulgada, o resultado primário de 2025 teria um déficit de R$ 51,7 bilhões.
O corte de verbas não será mais acentuado porque o governo considerou em suas projeções o aumento de IOF anunciado nesta quinta-feira para diversas operações, que deve ampliar a arrecadação federal em R$ 20,5 bilhões este ano.
Essa foi a primeira revisão oficial das projeções fiscais neste ano, após o relatório bimestral de março ter sido cancelado devido ao atraso na votação do Orçamento de 2025 pelo Congresso Nacional.
O detalhamento dos cortes por pasta será divulgado até o final do mês.
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Fonte: Bora investir
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