Deputado luta na Justiça contra aumento de 15% na luz no Rio

O congressista federal Lindbergh Farias (PT-RJ) entrou com uma ação popular na Justiça Federal do Rio de Janeiro na quarta-feira (11) contra uma determinação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que aprovou reajuste anual de até 15,46% na fatura de eletricidade. O acréscimo corresponde a mais de três vezes o aumento da inflação acumulada em um ano.

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“Basta de roubo”, postou o legislador em suas plataformas de mídia social. Lindbergh, vice-líder do governo Lula no Congresso Nacional, rotulou o aumento como um “golpe no estômago do comprador”.

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Além de protocolar a ação judicial, ele declarou ter lançado uma petição contra o aumento de preço.

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Ajuste

No dia anterior, a Aneel, entidade vinculada ao Ministério de Minas e Energia, autorizou a alteração com média de 15,46% para os clientes da Enel RJ, que abrange cerca de 2,79 milhões de unidades consumidoras em 66 localidades do estado.

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A Aneel esclarece que os índices aprovados “foram influenciados por elementos financeiros do processo tarifário atual e anterior, além de custos com encargos setoriais e despesas com distribuição e aquisição de energia”.

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O órgão regulador do sistema elétrico também permitiu o acréscimo anual com média de 8,59% para o cliente da Light, fornecedora que atende mais de 3,96 milhões de consumidores em 31 municípios do Rio de Janeiro, incluindo a capital.

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Segundo a agência reguladora, os principais fatores que impactaram o reajuste foram os custos ligados aos encargos setoriais e às despesas com transporte e compra de energia.

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No entanto, ressalta a Aneel, “a exclusão de elementos financeiros aprovados no ano anterior, associada à inclusão de novos elementos financeiros pela Agência, ajudou a suavizar o impacto final das tarifas”.

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Ambos os ajustes entrarão em vigor no próximo domingo (15).

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Tanto Enel quanto Light poderão aplicar um aumento que ultrapassa a inflação acumulada nos últimos 12 meses, que alcança 4,44% até janeiro, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e considerado a inflação oficial do país.

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Indagação

Na ação, o parlamentar argumenta que os aumentos impõem “um ônus excessivo aos bolsos dos consumidores em um contexto de inflação significativamente menor”.

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Lindbergh Farias também questiona se as empresas concessionárias estão transferindo aos consumidores os créditos tributários recuperados após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que excluiu o ICMS cobrado (imposto estadual), da base de cálculo do PIS e da Cofins, tributos federais.

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“Quando há recuperação de bilhões em créditos tributários pagos pelos consumidores, o mínimo que se espera é redução de tarifa ou transparência total no cálculo dos reajustes”, argumenta.

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Ao ser contatada pela Agência Brasil, a Aneel comunicou que seguiu o procedimento do processo tarifário.

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“Após instrução regular nas áreas técnicas, houve sorteio de diretor-relator, e discussão e deliberação do colegiado em reunião pública, conforme cronograma previsto nos contratos de concessão”.

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A Light informou que não faria comentários sobre o tema. A Enel não deu retorno à Agência Brasil.

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Fonte: Agência Brasil

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Valor Central