BNDES não será afetado pela recuperação da Raízen

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entidade de apoio do governo federal, informou hoje de manhã (12) que não será impactado diretamente pelo pedido de reestruturação extrajudicial da grande empresa do agronegócio Raízen.

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No ano de 2025, o banco estatal aprovou o empréstimo de R$ 1 bilhão para a empresa fabricar etanol de segunda categoria, um combustível mais ecológico.

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No dia anterior (11), a Raízen informou que um plano de reajuste de R$ 65,1 bilhão em dívidas foi acertado com os principais credores da empresa.

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Segundo o BNDES, os financiamentos aprovados têm garantia concreta, que são as usinas próprias.

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“Consequentemente, conforme informado pela empresa, continuarão a ser pagos regularmente”, menciona o comunicado.

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“O BNDES está determinado e comprometido em encontrar a ótima solução para a crise financeira da empresa”, finaliza.

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O banco também destaca que possui um “robusto sistema de governança”, que assegura ao banco uma das menores inadimplências do sistema financeiro, de 0,008%, de acordo com o último balanço divulgado.

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Reestruturação extrajudicial

Reestruturação extrajudicial é uma maneira de empresas com problemas financeiros negociarem débitos diretamente com credores de forma rápida, com a finalidade de evitar falência. Para ter validade, o acordo necessita ser homologado pela Justiça.

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O pedido da Raízen foi feito à Comarca da Capital de São Paulo.

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A empresa informou que a ação de saneamento financeiro tem alcance limitado, não incluindo dívidas e compromissos com clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros comerciais, que permanecem em vigor, sendo cumpridos de forma regular, de acordo com os respectivos contratos.

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Criada em 2011, resultado de uma joint venture entre as empresas Cosan e a Shell, a Raízen atua em atividades que englobam o cultivo de cana-de-açúcar, a produção de açúcar e etanol, cogeração de energia, logística, transporte e distribuição de combustíveis, entre outros empreendimentos.

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A companhia conta com 45 mil colaboradores e administra 35 usinas de produção de açúcar, etanol e bioenergia.

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O etanol de segunda categoria, alvo do empréstimo do BNDES, é um biocombustível sustentável, produzido a partir de resíduos vegetais, como o bagaço e a palha da cana-de-açúcar, em vez do caldo (açúcar) utilizado no etanol convencional.

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Fonte: Agência Brasil

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Valor Central