No momento atual, a extração de Bitcoin nos Estados Unidos tem um custo superior ao valor de mercado da moeda virtual, de acordo com dados do Índice de Consumo de Eletricidade do Bitcoin de Cambridge (CBECI).

A moeda digital está sendo comercializada hoje por cerca de US$ 87.912, segundo informações do CoinGecko, enquanto dados do CBECI e da Agência de Informação de Energia dos EUA (EIA) — indicando o custo médio de eletricidade em outubro de 2025 em US$ 0,14 por kWh — sugerem que o custo atual para extrair um Bitcoin é de US$ 94.746.

Esse valor médio engloba tarifas residenciais e comerciais mais elevadas, porém ao levar em consideração apenas o valor industrial médio de todos os estados (US$ 0,09 em outubro), o custo médio para extrair um Bitcoin ainda se mantém em US$ 86.931.

Com a incerteza contínua no cenário geopolítico e macroeconômico, o Bitcoin corre o risco de atingir valores abaixo desse limite, o que pode aumentar ainda mais a pressão sobre os mineradores sediados nos EUA.

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A situação é similar ou até mais grave em outros países, com o custo médio de eletricidade para empresas na China atingindo US$ 0,11 por kWh em junho de 2025, ocasionando um custo médio para extrair um único Bitcoin de US$ 88.869.

O portal GlobalPetrolPrices.com mostra a mesma tarifa de US$ 0,11 por kWh para a Rússia, enquanto o Canadá se beneficia de um valor ligeiramente menor, US$ 0,10, resultando em um custo de extração de US$ 88.003 por Bitcoin.

Como exemplo de um país no qual a mineração em larga escala não é economicamente viável, a associação Cryptocurrency NZ calculou que o custo para extrair um único BTC na Nova Zelândia chega a NZ$ 173.192,96, equivalente a US$ 103.799.

Por outro lado, o Paraguai — responsável atualmente por cerca de 4% do poder de processamento do Bitcoin — tem um custo médio de extração de aproximadamente US$ 59.650, considerando o preço médio de eletricidade para empresas de US$ 0,05.

Mineradores dos EUA apostam na inteligência artificial

Os empreendimentos de mineração estão cientes do ambiente desafiador, com nove companhias americanas — Riot Platforms, Bitfarms, Core Scientific, Riot, IREN, TeraWulf, CleanSpark, Bit Digital, MARA Holdings e Cipher Mining — tendo migrado totalmente ou parcialmente para se transformarem em centros de dados de inteligência artificial nos últimos dezoito meses.

Em uma entrevista ao Decrypt, Leo Wang, vice-presidente de Mercados de Capitais e Desenvolvimento Corporativo da Canaan, afirmou que os mineradores que assumiram dívidas excessivas para operar, ou que investiram em equipamentos caros ou rapidamente desatualizados, enfrentaram a possibilidade de prejuízos nos últimos anos e meses.

No entanto, ele relatou que a Canaan tomou decisões estratégicas para diminuir seu perfil de risco, incluindo evitar dívidas elevadas e desenvolver e comercializar seu próprio hardware de mineração, com o intuito de gerar fluxo de caixa e cobrir despesas.

Ele explicou: “Nos esforçamos para manter nosso custo de energia abaixo de 4 centavos por kWh, valor que historicamente tem se mostrado sustentável em períodos de mercados em baixa, acompanhamos a operação diariamente com nossos parceiros e implementamos as máquinas somente quando a energia e as operações estão completamente preparadas”.

A Canaan também estabeleceu acordos de hospedagem que lhe conferem o direito de reduzir ou encerrar atividades em locais específicos caso a situação econômica deixe de ser vantajosa.

“Desde mercados com custos baixos até operações off-grid no Canadá, nossa presença global e expertise técnica também nos permitem explorar novas fontes de energia e reutilização de energia, reduzindo nossa dependência de uma única rede ou fonte ao longo do tempo”, acrescentou.

De maneira mais abrangente, Alex de Vries, fundador do Digiconomist, observa que, apesar do aumento recente na dificuldade computacional, a queda no preço do Bitcoin está tornando a situação cada vez mais árdua para os mineradores.

“Os cálculos apontam que, atualmente, são necessários cerca de 1,2 milhão de kWh para extrair um Bitcoin”, mencionou ele. “Com o preço de US$ 85 mil por moeda, qualquer custo acima de apenas 7 centavos por kWh acarreta prejuízo”.

De Vries concluiu que a extração de Bitcoin gerando prejuízo será algo “bastante comum na maioria dos lugares”, visto que tarifas tão baixas não são facilmente obtidas.

Com mais um halving da recompensa previsto para daqui a dois anos, os mineradores de Bitcoin precisarão que o valor da moeda virtual retorne a subir em breve.

“Isso ainda vai levar um tempo”, afirmou De Vries, “porém, sem aumentos substanciais no preço até lá, os mineradores serão ainda mais pressionados”.

* Traduzido e editado com permissão do Decrypt.

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Fonte: Portal do Bitcoin

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