Os valores do óleo cru desaceleraram o ímpeto de ascensão, após terem sido transacionados acima de US$ 119 por barril neste dia de segunda-feira, 9, alcançando níveis inéditos desde o meio do ano de 2022.
Nessa primeira parte da tarde, por volta das 13h, o barril de West Texas Intermediate (WTI), principal indicador no mercado estadunidense, registrava uma alta de 5,70%, atingindo US$ 96,08. O Brent do Mar do Norte, contrato de referência na Europa, estava subindo 6,31%, custando US$ 98,54 por barril.
Por trás do aumento do óleo cru está a designação de Mojtaba Khamenei como herdeiro de seu genitor, Ali Khamenei, como máximo líder do Irã, em uma indicação de que a linha dura permanece forte no comando da república islâmica.
A nomeação de Mojtaba Khamenei para suceder Ali Khamenei como líder supremo do Irã também influenciou os valores, indicando que a linha rígida segue solidamente no controle em Teerã, uma semana após o início da disputa com os Estados Unidos e Israel.
Grandes produtores começaram a reduzir a produção, como a Saudi Aramco e a Kuweit Petroleum Corporation, enquanto o Estreito de Ormuz, por onde passa normalmente cerca de um quinto do óleo cru mundial, permanece praticamente bloqueado.
“A subida do óleo muda completamente a situação da semana”, avaliou Pedroso, da Criteria, adicionando que o aumento nos valores da mercadoria traz novamente a inflação para o centro da discussão.
“Caso o Brent venha de fato a ultrapassar consistentemente a marca dos US$100, a conversa sobre política monetária global tende a se tornar muito mais complexa nas próximas semanas.”
Em Wall Street, o S&P 500, um dos principais indicadores do mercado de ações dos Estados Unidos, estava em queda de 0,5%.
No Brasil, as ações da Petrobras estavam subindo mais de 4%, impulsionadas pelo movimento dos preços do óleo cru, com outras companhias petrolíferas listadas na B3 acompanhando a tendência.
+ O impacto da guerra no valor do combustível e sua chegada ao consumidor
‘Imposto sobre a economia global’
A navegação no Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do óleo cru e gás consumidos globalmente, está interrompida desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
Com a expectativa de que os valores da energia se mantenham elevados por um longo período, surge o receio de uma onda inflacionária que poderia afetar a economia global.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou o aumento no valor do óleo cru diante da importância de eliminar “a ameaça nuclear do Irã”.
“O aumento de curto prazo nos valores do óleo cru, que cairão rapidamente quando a ameaça nuclear do Irã for eliminada, é um custo muito pequeno a pagar pela segurança e pela paz dos Estados Unidos e do mundo”, escreveu Trump em sua plataforma Truth Social. “SOMENTE OS INSENSATOS PENSARIAM O CONTRÁRIO!”, acrescentou Trump.
*Artigo publicado primeiramente em IstoÉ Dinheiro, associado de B3 Bora Investir
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Fonte: Bora Investir
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