O Órgão responsável pelo Planejamento Urbano propôs ao Conselho Fiscal do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)Residência para Todos. O Órgão do Emprego e Trabalho (OET), que responde pelo Conselho, confirmou a recepção da sugestão.
O programa estatal disponibiliza empréstimos para moradias com taxas de juros mais baixas do que as praticadas pelo mercado. Recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo Comunitário (FC) são utilizados e o programa é dividido em três categorias de renda.
As possíveis alterações seriam as seguintes:
Categoria 1
O valor máximo da renda passaria de R$ 2.850 para R$ 3.200.
Categoria 2
O valor limite de renda passaria de R$ 4,7 mil para R$ 5 mil.
Categoria 3
O teto da renda seria elevado de R$ 8,6 mil para R$ 9,6 mil e o custo do imóvel subiria de R$ 350 mil para R$ 400 mil.
Categoria 4
O máximo de renda passaria de R$ 12 mil para R$ 13 mil e o máximo do custo do imóvel de R$ 500 mil para R$ 600 mil.
Conforme o diário O Globo, a sugestão foi enviada ao grupo técnico do FGTS sem análise de repercussão no orçamento do Fundo de 2026, aprovado em novembro do ano anterior.
O Conselho Fiscal do FGTS se reunirá no desfecho do mês e deverá se pronunciar acerca da sugestão.
Quem está apto para participar do Residência para Todos
O programa Residência para Todos não requer inscrição ou seleção. Basta se enquadrar nos limites de renda (confira na tabela abaixo) e não possuir outra propriedade ou financiamento para habitação em andamento.
A família precisa escolher um imóvel e ter a análise de crédito aceita por uma instituição financeira autorizada. O contrato de financiamento é firmado diretamente entre a família e o banco, não sendo exclusivo da Caixa.
Também não é preciso ter saldo na conta do FGTS para ter acesso ao financiamento. No entanto, caso a pessoa tenha algum valor depositado em sua conta do FGTS, pode usá-lo para reduzir a entrada do financiamento. Os depósitos que os empregadores farão na conta do trabalhador também podem ser utilizados (FGTS Futuro).
Preços dos imóveis pelo Residência para Todos
Atualmente, o valor máximo dos imóveis que podem ser financiados no programa varia conforme a categoria de renda de cada interessado. Para as categorias 1 e 2, o preço do imóvel pode variar de R$ 210 mil a R$ 264 mil, dependendo da localização.
- Municípios com mais de 750 mil habitantes – de R$ 264 mil para R$ 275 mil;
- Municípios entre 300 mil e 750 mil habitantes – de R$ 250 mil para R$ 270 mil;
- Municípios entre 100 mil e 300 mil habitantes – de R$ 230 mil para 245 mil.
Para quem está na categoria 3, o preço máximo do imóvel é de R$ 350 mil, em qualquer lugar do país. Famílias com renda de até R$ 12 mil podem comprar imóveis com preço limitado a R$ 500 mil, também em qualquer lugar do Brasil, no âmbito do programa Classe Média.
As taxas de juros praticadas no Residência para Todos também variam de acordo com a categoria de renda e a localização do imóvel. Consulte a tabela abaixo.

*Post original disponível em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora Investir
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