Depois de três anos seguidos de hegemonia da Petrobras, o Itaú Unibanco retornou ao primeiro lugar da relação das empresas que mais distribuíram recursos em lucros e juros sobre capital próprio (JCP) entre todas as empresas listadas na B3. No período, o Itaú Unibanco distribuiu cerca de R$ 48,9 bilhões em lucros e JCP, ultrapassando a Petrobras, que proporcionou aproximadamente R$ 45,4 bilhões aos seus acionistas.
O estudo foi realizado pela consultoria Elos Ayta com base nos lucros efetivamente distribuídos, ou seja, o dinheiro que de fato saiu do caixa das empresas e foi pago aos acionistas durante o ano. A consultoria destaca que este valor difere dos lucros propostos, divulgados nos resultados trimestrais ou aprovados em assembleia, mas que podem ser pagos apenas meses depois.
O resultado encerra uma sequência da empresa estatal do petróleo. Entre 2022 e 2024, a Petrobras liderou com folga a lista de distribuição de dinheiro da bolsa brasileira, impulsionada por um ciclo de preços altos do petróleo e por uma política de remuneração bastante agressiva nesse período.
O ponto máximo desse movimento ocorreu em 2022, quando a Petrobras chegou a distribuir R$ 194,6 bilhões em lucros e JCP, um valor histórico não apenas para a empresa, mas para todo o mercado financeiro brasileiro. Nos anos seguintes, os pagamentos permaneceram elevados. Em 2023, as distribuições atingiram R$ 98,2 bilhões, enquanto em 2024 alcançaram R$ 100,7 bilhões, consolidando três anos seguidos de liderança no ranking de distribuição de dinheiro da B3.
Confira o top 10 de distribuição de lucros em 2025

A Elos Ayta ressalta que o ranking ainda pode sofrer alterações pontuais, uma vez que algumas empresas da B3 ainda não divulgaram seus balanços consolidados.
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Vale se destaca no topo do ranking em período mais longo
Ampliando a análise ao longo de 16 anos, de 2010 a 2025, a empresa que mais vezes liderou a distribuição anual de lucros na B3 foi a Vale. A empresa de mineração aparece cinco vezes no topo do ranking, divididas em dois momentos distintos do mercado de commodities:
- 2011, 2012 e 2013, em um período de forte geração de caixa no setor de mineração
- 2020 e 2021, impulsionada pelo superciclo do minério de ferro
A Ambev, por exemplo, dominou o ranking por três anos seguidos, 2014, 2015 e 2016, refletindo a sólida geração de caixa e a postura tradicionalmente conservadora da empresa em relação ao endividamento.
Já o Itaú Unibanco liderou em 2017, 2018, 2019 e novamente em 2025, evidenciando a estabilidade do setor bancário brasileiro em termos de rentabilidade e capacidade de recompensa aos acionistas.
Principais pagadores dos últimos anos
O histórico de liderança anual na distribuição de lucros na B3 nos últimos 16 anos é o seguinte:
- Vale: 5 anos no topo
- Itaú Unibanco: 4 anos
- Petrobras: 4 anos
- Ambev: 3 anos
*Artigo publicado originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro da B3 Bora Investir
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Fonte: Bora Investir
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