O Indicador Abrangente de Valores – Mercado (IGP-M), conhecido como aumento do arrendamento, experimentou queda de 0,73% em fevereiro, revertendo a elevação notada em janeiro, quando tinha avançado 0,41%. Com essa consequência, o indicador totaliza declínio de 0,32% no ano e de 2,67% em 12 meses. Em fevereiro de 2025, o IGP-M havia registrado elevação de 1,06% no mês, totalizando variação de 8,44% em 12 meses.
Os dados foram revelados nesta quinta-feira (26) pela Fundação Getulio Vargas.
No mês de fevereiro, a taxa do Indicador de Custos ao Fabricante Extensivo (IPA) diminuiu 1,18%, revertendo o movimento observado na comparação com a taxa de janeiro, de 0,34%.
O Indicador de Custos ao Consumidor (IPC) anotou taxa de 0,30% em fevereiro, menor em relação a janeiro, quando o indicador tinha aumentado 0,51%. De acordo com a FGV, entre as oito categorias de gastos que compõem o índice, cinco apresentaram recuos em suas taxas de variação: Refeição (0,66% para 0,17%), Saúde e Higienes Individuais (0,60% para 0,12%), Instrução, Leitura e Diversão (1,38% para 0,72%), Transportes (0,71% para 0,53%) e Vestimenta (-0,16% para -0,43%). Por outro lado, os conjuntos Moradia (0,06% para 0,33%), Gastos Variados (0,17% para 0,37%) e Comunicado (0,00% para 0,01%) tiveram acréscimos.
O Indicador Nacional de Custo da Edificação (INCC) elevou-se 0,34% em fevereiro, desacelerando em confronto com o mês anterior, quando registrou incremento de 0,63%. A categoria Materiais e Ferramentas recuou de 0,35% para 0,30%; a categoria Auxílios ampliou-se de 0,25% para 0,36%; e a categoria Mão de Trabalho diminuiu de 1,03% para 0,39%.
Conforme o economista da FGV, André Braz, o IPA, indicador de superior representatividade no IGP, teve forte decréscimo em fevereiro, influenciado pelo recuo dos preços de recursos primordiais. Nesse período, minério de ferro (-6,92%), soja (-6,36%) e café (-9,17%) testemunharam retrações destacadas. Os outros componentes do IGP-M também avançaram em ritmo mais moderado comparado ao mês anterior.
“No comércio, o IPC desacelerou com a diminuição da magnitude das elevações nas mensalidades escolares. Enquanto na construção civil, a inflação da mão de serviço perdeu força em relação a janeiro,” declara Braz.
*Agência Brasileira
Fonte: Bora Investir
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