No ano de 2025, sete estados do território observaram o aumento da produção industrial em velocidade acima da média nacional, com destaque especial para o Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Enquanto a indústria do Brasil progrediu 0,6% em 2025 em relação a 2024, o Espírito Santo teve um salto superior a 10%, e o Rio de Janeiro mais de 5%.
Os detalhes fazem parte do Levantamento Industrial Mensal Regional, divulgado nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para calcular o progresso anual da indústria nacional, o IBGE obtém informações em 18 regiões. Fazem parte da investigação 17 unidades da federação (UF) que apresentam oficialmente, no mínimo, 0,5% da participação total da indústria nacional, e o Nordeste como um todo.
Observe onde houve crescimento anual superior à média do país (0,6%) em 2025:
- Espírito Santo: 11,6%
- Rio de Janeiro: 5,1%
- Santa Catarina: 3,2%
- Rio Grande do Sul: 2,4%
- Goiás: 2,4%
- Minas Gerais: 1,3%
- Pará: 0,8%
Motores
Devido à representatividade de 11,38% no total da economia nacional, o Rio de Janeiro exerceu a maior influência positiva na média nacional, seguido de perto pelo Espírito Santo.
O especialista da pesquisa, Bernardo Almeida, indica que Rio de Janeiro foi impulsionado pelo ramo extrativo, com aumento na extração de petróleo e gás natural. Já o Espírito Santo, por seu lado, viu crescimento na extração de petróleo, minério de ferro e gás natural.
“Santa Catarina surge como terceira maior influência, impulsionada principalmente pelos segmentos de alimentos e por máquinas, aparelhos e materiais elétricos”, destaca. Em relação aos alimentos, ele menciona carnes e miudezas de aves congeladas, preparos e conservas de peixe, e embutidos de carnes de porcos.
Três estados tiveram um aumento na indústria no ano passado, porém abaixo da média nacional:
- Bahia: 0,3%
- Paraná: 0,3%
- Amazonas: 0,1%
Em oito regiões estudadas, a produção industrial diminuiu, com destaque negativo para o Rio Grande do Sul.
- Ceará: -0,6%
- Região Nordeste: -0,8%
- São Paulo: -2,2%
- Pernambuco: -3,8%
- Maranhão: -5,1%
- Mato Grosso: -5,8%
- Rio Grande do Norte: -11,6%
- Mato Grosso do Sul: -12,9%
Explicações
Visto que São Paulo representa o maior peso de toda a indústria brasileira – respondendo por um terço de toda a produção das fábricas do país – a queda no desempenho em 2025 (-2,2%) exerceu a maior pressão negativa no ano.
Conforme Bernardo Almeida, entre os setores que mais colaboraram para esse desempenho negativo paulista estão o de subprodutos do petróleo, com quedas na produção de álcool etílico, óleo diesel, gasolina automotiva, asfalto de petróleo e naftas.
O pesquisador adiciona ainda o setor farmacêutico, com redução na produção de remédios.
Nos dois estados com quedas superiores a dois dígitos, o culpado é a produção de coque, subprodutos do petróleo e biocombustíveis.
No Rio Grande do Norte, a queda de 23,2% foi causada por diesel e gasolina; em Mato Grosso do Sul, a retração de 61,5% foi motivada pela baixa produção de álcool etílico.
Fonte: Agência Brasil
