O Índice B3, principal indicador para o mercado de papéis do Brasil, começou as negociações desta sexta-feira (20) com ligeira queda, devido a ajustes feitos por investidores após uma valorização superior a 1% no dia anterior. Contudo, a sentença da Corte Suprema dos Estados Unidos de revogar as taxas sobre mercadorias importadas impostas globalmente pelo presidente Donald Trump mudou o cenário.
Neste instante, o IBOV apresenta ganho de 0,90%, atingindo 190.225 pontos – superando, assim, a marca histórica de encerramento, de 189.699 pontos, alcançada em 11 de fevereiro deste ano.
Ainda que haja otimismo entre os investidores, Mônica Araújo, principal economista da InvestSmart XP, destaca que o impacto econômico da decisão permanece incerto. “É relevante salientar que o governo dos Estados Unidos fechou diversos acordos comerciais com nações e regiões importantes, o que também pode restringir as consequências dessa derrota. De toda forma, significa uma derrota significativa para o presidente Trump em um ano de eleições de meio de mandato, no qual se busca ampliar a participação nas casas legislativas. Para as nações afetadas pelas taxas, não esperamos mudanças expressivas em curto prazo, diante da possibilidade de alteração na estrutura legal ou adoção de medidas alternativas para manter as tarifas”, comenta.
A Suprema Corte determinou que a interpretação do governo Trump sobre a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA, em inglês) conceder ao presidente a autoridade para impor as taxas interferiria nas prerrogativas do Congresso e violaria um princípio jurídico conhecido como doutrina das questões importantes.
Em resposta, o presidente norte-americano, Donald Trump, reagiu afirmando que estava “desapontado” pela Suprema Corte e anunciou que irá assinar ainda hoje um decreto estabelecendo uma taxa global de 10%. Ele explica que o decreto será baseado na Seção 122 da Lei Comercial de 1974, que possibilita ao presidente impor taxas de até 15% por até 150 dias. Ademais, Trump menciona que durante esse período, o governo conduzirá novas investigações tarifárias sob a Seção 301 da Lei de Comércio, as quais podem resultar em taxas mais permanentes.
Fonte: Bora Investir
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