FUP aponta limitações do mercado com reajuste do diesel no Brasil

Redação Valor Central
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A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes (CNTT) afirmou que o aumento do diesel, divulgado neste sábado (14) pela Petrobras, indica “graves restrições na estrutura do mercado de fornecimento no Brasil”.

A alienação de refinarias e a privatização da BR Distribuidora, em 2019, seriam exemplos destas restrições, de acordo com a organização.

A CNTT defende que a Petrobras expanda o parque nacional de refino e fortaleça a presença em toda a cadeia do ramo, o que abrange distribuição e comercialização.

“Uma Petrobras integrada aumenta a segurança do abastecimento, reduz a fragilidade do país às flutuações externas e colabora para maior estabilidade na definição dos valores dos combustíveis no mercado interno”, menciona trecho da declaração.

Incremento

O montante do diesel comercializado às distribuidoras será elevado em R$ 0,38 por litro a partir de domingo (15). Em nota, a estatal justifica que o valor médio do diesel aplicado pela empresa para as distribuidoras crescerá para R$ 3,65 por litro, e a contribuição da Petrobras no valor do diesel B será, em média, de R$ 3,10.

O diesel A é o vendido nas refinarias, anteriormente à mistura com biocombustíveis. Já o diesel B é o vendido nos postos ao cliente final, após as distribuidoras realizarem a combinação compulsória.

A empresa esclareceu que o acréscimo no diesel foi minimizado por ações para conter a elevação do valor do combustível, anunciadas na sexta-feira (13) pelo governo federal. Mesmo assim, o aumento do preço do petróleo no mercado externo, durante a guerra no Oriente Médio, exerce pressão sobre o valor.

A ofensiva dos Estados Unidos e de Israel em relação ao Irã atinge duas semanas hoje. Uma das formas de retaliação do Irã é o bloqueio do Estreito de Ormuz, passagem marítima entre os mares Pérsico e de Omã, ao sul do Irã. Por lá trafegam 20% da produção mundial de petróleo e gás.

O obstáculo na região pressiona a oferta de petróleo no mercado global, o que eleva o preço dos valores. Neste sábado, o contrato futuro do barril de petróleo Brent, valor de referência, está negociado próximo de US$ 100 (equivalente a aproximadamente R$ 520).

Quinze dias atrás, o valor rondava US$ 70. Ou seja, em um período de 15 dias subiu cerca de 40%. O Irã chegou a advertir o mundo para se preparar para o petróleo a US$ 200.

Fonte: Agência Brasil

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