A intensa aceitação dos cidadãos do Brasil ao Pix como método de pagamento também foi identificada em uma pesquisa divulgada recentemente pela Visa Conecta. Segundo o estudo “Visão Geral do Comércio Eletrônico”, o Pix já é a opção de 45% dos usuários em sua última aquisição online, se aproximando rapidamente do cartão de crédito, que ainda lidera com 47% de preferência.
A análise realizada pelo centro de Inovação da Visa foi feita em comemoração aos 30 anos da primeira transação de comércio eletrônico no Brasil, examinando os comportamentos, expectativas e desafios dos consumidores brasileiros no comércio online.
No que diz respeito aos obstáculos, o estudo destaca um alerta para os varejistas: a fase de pagamento é a principal dificuldade na jornada de compra. Entre os indivíduos que desistiram de concluir uma compra, 58% abandonaram o carrinho exatamente no momento de efetuar o pagamento. Dentro desse grupo, 37% desistiram na escolha do método de pagamento, enquanto 21% desistiram durante a inserção ou confirmação dos dados.
Eficiência X parcelamento
A pesquisa revela que o Pix e os cartões desempenham funções bem definidas na rotina do povo brasileiro. O Pix já foi utilizado por 95% dos consumidores digitais, sendo a escolha favorita quando se busca agilidade (56%), aprovação imediata (52%) e conveniência (52%).
Já o cartão de crédito mantém sua importância devido à possibilidade de parcelamento (53%), à habitualidade de uso (40%) e ao controle financeiro (38), conforme apontado pelo estudo.
No quesito satisfação, ambos os métodos estão praticamente empatados: o Pix atinge 78% de aprovação, enquanto o cartão registra 74%.
Proteção e desafios no comércio eletrônico
Apesar de sua popularidade, o Pix ainda enfrenta desafios, segundo dados do panorama do comércio eletrônico. A taxa de fraudes relatada pelos usuários do Pix é de 62%, um patamar superior aos 36% registrados no cartão de crédito. Além disso, 61% dos entrevistados expressam insatisfação com a política de reembolso do sistema instantâneo.
Outro ponto de atrito identificado é a jornada de compra por meio de dispositivos móveis, canal que concentra 79% das transações no país.
Para realizar um pagamento com Pix, muitas vezes o consumidor necessita sair do ambiente da loja para acessar o aplicativo do banco, o que quebra a fluidez da experiência.
Como adquirem:
- Celular: 79%
- Computadores e notebooks: 12%
- Tablets: 6%
De quem adquirem:
- Plataformas de vendas online: 71%
- Websites de lojas: 20%
- Redes sociais ou links diretos: 8%
Horários de compra:
- Tarde: 38%
- Noite: 37%
Entre jovens de 18 a 24 anos, este período concentra 48% das compras - Manhã: 25%
Para a Visa, integração é o futuro do comércio eletrônico
Os consumidores brasileiros demonstram interesse em uma experiência menos burocrática: 87% consideram atrativo finalizar uma transação com Pix em poucos segundos sem sair da loja, e 70% estariam dispostos a vincular seus dados bancários ao estabelecimento para agilizar compras futuras.
“Ao eliminar etapas desnecessárias e tornar o processo mais integrado, possibilitamos o aumento das conversões e a redução das fricções no pagamento”, destaca Leonardo Enrique, diretor-executivo da Visa Conecta.
O estudo também revelou que o comércio eletrônico já é parte da rotina dos consumidores brasileiros: 34% realizam compras online pelo menos uma vez por semana, número que aumenta para 45% entre os mais jovens, enquanto 52% fazem compras quinzenalmente ou mensalmente.
A pesquisa ouviu 1.521 brasileiros maiores de 18 anos em dezembro de 2025, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
*Texto original publicado em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora Investir
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