O total de registros de veículos recém-lançados no Brasil teve um aumento de 4,13% em fevereiro em comparação com o mesmo período de 2025, revela o relatório divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), entidade que representa as revendedoras.
A cifra engloba uma ampla variedade de veículos, tais como utilitários leves, carros, caminhões, ônibus, motocicletas e acessórios rodoviários, como trailers e estruturas para transporte de cargas.
O volume total de veículos novos vendidos atingiu a marca de 374.931, representando também um aumento de 2,25% em comparação com janeiro de 2026.
De acordo com a entidade, a elevação se deve, principalmente, aos registros de carros e utilitários leves, que aumentaram 8,82% no mês, além dos acessórios rodoviários, que cresceram 15,3% em comparação com janeiro.
Iniciativa Veicular Sustentável
Um dos fatores que impulsionaram as vendas de carros e utilitários leves é o programa Veículo Sustentável, do governo federal, lançado aproximadamente no meio do ano passado.
A medida reduziu as taxas de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos mais leves, eficientes e movidos a fontes limpas de energia.
Conforme o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior, os registros dos modelos inseridos nesse grupo tiveram um incremento de quase 25% em decorrência do programa.
A Fenabrave informa que os modelos incluídos no programa contabilizaram 301.977 registros entre julho de 2025 e fevereiro deste ano, em contraste com as 241.906 unidades do mesmo tipo registradas em um período correspondente anterior, quando o programa ainda não vigorava.
Veículos de Carga
Apenas considerando os registros de carros, utilitários leves, caminhões e ônibus, foram comercializadas 185.150 unidades em fevereiro, um aumento de 0,12% em relação a fevereiro do ano passado e de 8,57% em relação a janeiro.
Um dos setores em destaque entre esses veículos foi o segmento de caminhões, que começou a indicar uma leve recuperação, principalmente graças ao impacto do programa Mova Brasil.
No comparativo mensal, o segmento teve um aumento de 3,73%, apesar de ainda apresentar um declínio de 24,15% na comparação anual.
O presidente da Fenabrave explica que o transporte de cargas é historicamente suscetível às condições macroeconômicas, como a disponibilidade de crédito.
“A decisão de investimento nesse setor depende diretamente do custo do crédito e das perspectivas em relação à atividade econômica, além de iniciativas para fomentar as vendas, como o programa Mova Brasil”, analisa Arcelio Junior.
O programa Mova Brasil tem a previsão de disponibilizar R$ 10 bilhões em crédito, sendo que, até o momento, foram contratados R$ 4,2 bilhões.
Motocicletas
O setor de motos, por sua vez, continua sendo o principal motor do mercado automobilístico em 2026, com um crescimento de 9,97% em relação a fevereiro do ano passado.
“A motocicleta continua sendo uma opção eficaz para a mobilidade individual e para serviços de transporte, que se expandiu desde a pandemia. Ela também tem sido considerada como o segundo veículo da família”, destaca o presidente da Fenabrave.
Projeções
Para este ano de 2026, a Fenabrave projeta um crescimento do setor como um todo em torno de 6,10%, impulsionado principalmente pelas vendas de novas motocicletas, que devem crescer 10% neste ano.
Já para os carros e utilitários leves, a previsão é de um crescimento em torno de 3%, com um total de 2,62 milhões de unidades comercializadas.
Fonte: Agência Brasil
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