O Banco do Brasil noticiou hoje (3) a retomada do financiamento para aquisição de residências acima de R$ 2,25 milhões com verbas da poupança.
O tipo de empréstimo, incluído no Sistema Financeiro Habitacional (SFH), estava interrompido desde outubro de 2024 para transações individuais. Naquela época, a instituição optou por priorizar o empréstimo para imóveis mais baratos, devido à diminuição de fundos disponíveis na poupança.
Com a medida, pessoas físicas podem novamente obter empréstimos para propriedades luxuosas com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), a principal fonte de empréstimos imobiliários do país.
De acordo com um comunicado, a vice-presidente de Habitação do Banco do Brasil, Inês Magalhães, afirmou que o pacote habitacional do final do ano passado aumentou os recursos disponíveis na poupança para empréstimos habitacionais, possibilitando a retomada gradual das operações nessa faixa de valor.
“A reabertura amplia a atuação do banco no crédito habitacional, fortalece o relacionamento com clientes de alta renda e colabora com o aquecimento do mercado imobiliário e da construção civil”, disse a executiva em comunicado.
Recentemente, o governo introduziu um novo formato de crédito imobiliário. Dentre as alterações, está a diminuição progressiva na destinação dos depósitos da poupança para o compulsório, valores que os bancos são obrigados a manter retidos no Banco Central (BC), até que 100% dos recursos da poupança possam ser utilizados como referência para o crédito habitacional.
Interrupção
Desde 2024, o Banco do Brasil vinha direcionando os recursos da poupança para imóveis enquadrados no Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que atende unidades mais acessíveis.
De acordo com a instituição, a estratégia visava democratizar o acesso ao crédito, atender a um maior número de famílias e ajustar a oferta à menor captação da poupança, que tem registrado mais saques do que depósitos nos últimos anos.
Com a melhoria na liquidez do SBPE após as alterações regulatórias, o banco decidiu ampliar mais uma vez a atuação no segmento de alto padrão.
Certificação de sustentabilidade
O Banco do Brasil havia reintroduzido o financiamento para a construção de imóveis no SFI, porém com uma exigência adicional: os projetos devem adquirir o Selo Casa Azul Uni, certificação de sustentabilidade emitida pelo banco.
O selo analisa critérios ambientais e de eficácia das obras e classifica os empreendimentos nos níveis Bronze, Prata ou Ouro. A medida está em conformidade com as metas ambientais, sociais e de governança (ESG) da instituição.
Com a medida, o Banco do Brasil volta a atuar em todas as categorias do crédito imobiliário com recursos da poupança, expandindo a oferta tanto para habitações populares quanto para residências de alto valor.
Fonte: Agência Brasil
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