O comércio exterior do Brasil anotou um excedente de US$ 4,208 bilhões em fevereiro, um progresso em relação ao saldo negativo de US$ 500 milhões em fevereiro de 2025. A performance foi impulsionada por uma queda nas compras do exterior e pelas vendas recorde para o mês.
O montante das vendas externas subiu 15,6%, totalizando US$ 26,306 bilhões em comparação com os US$ 22,75 bilhões do ano anterior. Esse valor superou ainda o recorde anterior para o mês, de US$ 23,5 bilhões, alcançado em 2024.
Já as importações diminuíram 4,8%, passando de US$ 23,22 bilhões para US$ 22,098 bilhões em 2026.
O superávit da balança comercial em fevereiro foi compatível com as projeções de economistas consultados pela Reuters, que estimavam um saldo positivo de US$ 4,228 bilhões para o período.
Minerais impulsionaram receita das vendas externas
Com um crescimento de 76,5% em relação ao ano anterior, a venda de óleos brutos de petróleo gerou uma receita de US$ 3,74 bilhões. Apesar da variação em comparação a um período fraco no ano passado, esse valor também representa o mais alto entre os produtos analisados, seguido pela soja (US$ 2,94 bilhões) e pelo minério de ferro e seus concentrados (US$ 2,09 bilhões).
Também se sobressaíram no mês itens da indústria de transformação como carne bovina fresca, refrigerada ou congelada (+41,8% com acréscimo de US$ 0,39 bilhões) e ouro não monetário (+ 71,9% com acréscimo de US$ 0,29).
Por outro lado, do ponto de vista das importações, houve quedas significativas nas aquisições de bens de capital e bens intermediários pelo país.
Embarcações para os EUA continuam em declínio
Mesmo com a redução das tarifas de Donald Trump, as exportações do Brasil para os Estados Unidos permaneceram 23% abaixo do ano anterior. De acordo com o diretor do Departamento de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Alves Brandão, a retomada dos envios para o país dependerá das características de cada produto.
“Um produto mais industrializado, como móveis, por exemplo, pode não apresentar um retorno imediato. Enquanto isso, a madeira para construção, afetada pelas tarifas, é um produto mais padronizado, que retorna mais facilmente e rapidamente”, esclareceu o técnico do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
*Artigo originalmente publicado em IstoÉ Dinheiro, portal parceiro de B3 Bora Investir
Fonte: Bora Investir
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