Bancos Podem Descontar Aportes Antecipados ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC)

Redação Valor Central
4 Leitura mínima

Os bancos têm a possibilidade de abater os montantes que precisarão adiantar ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) do compulsório, valores que são requeridos a manter imobilizados no Banco Central (BC). Foi aprovada pela autoridade monetária, nesta terça-feira (3), a resolução que concede autorização para tal operação.

Na prática, essa medida tem o potencial de liberar aproximadamente R$ 30 bilhões aos bancos durante este ano. O BC, contudo, comunica que o acréscimo monetário não terá impacto na economia, pois irá compensar os recursos que deixarão de circular devido aos adiantamentos dos bancos ao FGC.

Organização privada que garante depósitos e aplicações de clientes em situações de quebra de instituição bancária, o fundo optou, em fevereiro, por determinar que as entidades financeiras teriam que antecipar contribuições mensais para cobrir o déficit em seu caixa após a falência do Banco Master e das demais instituições a ele associadas.

Esse reforço é essencial para reconstituir o patrimônio do fundo e manter a confiança no sistema financeiro. O FGC é encarregado de reembolsar até R$ 250 mil em aplicações por instituição liquidada, e R$ 1 milhão por correntista a cada quatro anos, a clientes de bancos que eventualmente enfrentem adversidades.

Oh, olá 👋 Prazer em conhecê-lo(a).

Inscreva-se para receber conteúdo incrível em sua caixa de entrada, todos os dias.

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Provisão compulsória

Através do compulsório, os bancos são compelidos a manter uma parcela do capital dos clientes depositada no Banco Central. Essa reserva compulsória auxilia o BC a regular a quantidade de dinheiro em circulação na economia e a preservar a solidez do sistema financeiro.

Com a nova norma, o BC concedeu autorização para que o montante adiantado ao FGC seja abatido dessa reserva compulsória.

Se não houvesse essa mudança, os bancos teriam que:

  • Realizar pagamentos antecipados ao FGC;
  • Manter inalterado o volume de recursos imobilizados no Banco Central;
  • Isso resultaria numa redução da quantidade de dinheiro em circulação na economia, equivalente a um aumento das taxas de juros.

Com a medida aprovada pelo BC:

  • Os bancos têm a possibilidade de compensar uma obrigação com a outra;
  • A quantidade de dinheiro em circulação na economia permanecerá a mesma.

De acordo com o BC, a medida:

  • Previne a diminuição do dinheiro disponível no setor bancário;
  • Assegura a solidez do crédito;
  • Proporciona maior flexibilidade às instituições financeiras.

Os bancos terão a liberdade de decidir se realizarão essa compensação sobre recursos de depósitos à vista, como conta-corrente, ou a prazo, como Certificados de Depósito Bancário (CDB).

Efeito esperado

O Banco Central calcula que essa medida poderá resultar na liberação de até R$ 30 bilhões em 2026, montante que poderá ser utilizado pelas instituições bancárias para concessão de crédito ou outras operações.

O compulsório será recomposto gradualmente, mês a mês, à medida que forem vencendo as parcelas adiantadas ao FGC.

Segundo o BC, a decisão visa equilibrar dois objetivos: fortalecer o fundo que protege os clientes dos bancos e, simultaneamente, evitar restrições de liquidez – escassez de dinheiro disponível – no sistema financeiro.

Fonte: Agência Brasil

📲 Receba nosso conteúdo Grátis!

Entre no canal e receba nossos conteúdos assim que forem publicados. Sem spam. Só conteúdo que importa para te manter informado.

Matérias relacionadas

Compartilhe este artigo
O Valor Central nasceu com um propósito simples: reunir, em um só lugar, tudo o que realmente importa sobre dinheiro, mercado e decisões financeiras que afetam a nossa vida todos os dias.
Nenhum comentário