Apesar da avalanche de dados infundados sobre um tributo relacionado ao Pix, algo inconstitucional, recentemente têm circulado informações distorcidas acerca de uma suposta falência do Nubank. O assunto veio à tona após a liquidação extrajudicial do Will Bank, vinculado ao Master, de Daniel Vorcaro. Apesar de as entidades não possuírem qualquer ligação uma com a outra, o banco digital do cartão roxo está em pleno funcionamento e mantém excelente desempenho em diferentes indicadores de desempenho, reputação e confiabilidade no sistema financeiro brasileiro.
Obrigadas a não utilizar a denominação “banco” ou termos semelhantes como “bank” de acordo com uma nova norma do Banco Central (BC), as fintechs que não possuem autorização de banco encontram-se em situação regular no Nubank atualmente. A empresa já expressou sua intenção de obter uma licença bancária no Brasil para se adequar à nova regulamentação.
Conforme comunicado pelo banco digital, as operações continuarão inalteradas e não haverá impacto para os clientes. Além disso, a inclusão de uma entidade bancária no conglomerado não acarretará em “mudanças significativas” nas exigências de capital e liquidez adicionais. A solidez e robustez financeira permanecem intactas, assegurou a instituição.
Nas mídias sociais, diversos formadores de opinião que atuam na área de educação financeira, como Primo Rico e Gil do Vigor, têm produzido vídeos para desmentir as informações falsas acerca da situação do Nubank. Também houve debates sobre o tema na comunidade da instituição em seu site nos últimos dias. “Notícias sobre o fechamento de outras instituições não afetam as operações do Nubank, que seguem normalmente”, expressou um usuário. Outro complementou: “O único risco real para os bancos é a desinformação”.
Em oposição a informações distorcidas, apresentamos dados e fatos
Com uma avaliação atual de aproximadamente US$ 87 bilhões, próxima à do Itaú Unibanco, o Nubank aumentou em US$ 30,7 bilhões seu valor de mercado entre 2024 e 2025. Contando com 127 milhões de clientes nos três países onde atua (Brasil, México e Colômbia), a empresa superou recentemente Itaú e Bradesco em número de clientes no Brasil, totalizando mais de 112 milhões – cerca de 61% da população adulta no país. Esse amplo alcance confere ao banco fundado por David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible o título de maior instituição financeira privada do Brasil.


Em termos de desempenho financeiro, o Nubank tem apresentado um crescimento significativo. No terceiro trimestre, obteve um lucro líquido ajustado de US$ 829 milhões, representando um crescimento de 40% em relação ao ano anterior. As receitas também atingiram patamares recordes, totalizando US$ 4,2 bilhões (um aumento de 39%). O Retorno sobre o Patrimônio (ROE) atingiu 31%, ressaltando-se a rentabilidade do banco digital em comparação com seus concorrentes e os grandes bancos, conforme reportagem exclusiva do Finsiders Brasil do ano anterior.
O Índice de Basileia da Nu Pagamentos, empresa integrante do conglomerado do Nubank, atingiu 14,6% no final de setembro de 2025, segundo dados do IFData, sistema do BC. Em comparação, Bradesco e Itaú operam com índices de Basileia de 15,9% e 16,4%, respectivamente. Por outro lado, o Will Bank, adquirido pelo Master em 2024 e liquidado nesta semana pelo BC, apresentava um Índice de Basileia negativo em setembro de 2025.
O Índice de Basileia é um indicador internacional utilizado para avaliar a saúde financeira de um banco ou outras instituições similares. No Brasil, o percentual mínimo estabelecido pelo BC é de 11%. Todos os grandes bancos, por sua vez, operam acima desse limite.
